segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Minha Infância

Na infância;
Uma super boneca;
Várias bonecas de papel, usavam roupas de papel;
Muitos papéis de carta, as cartas eu não escrevia;
Eu as perdia na chuva;
A comida vinha da terra, fervia na lata cortada;
eu sabia cozinhar, hoje não sei,
Vai passar, vai passar do Chico, eu dançava na varanda de blusa amarela;
E imaginava que era ela;
Tinha biju à venda na porta de casa e a roleta pra ganhar mais um;
Tinha pirulito de pózinho e os retalhos de bolo na esquina;
Tinha piano, muito piano, mas eu só tocava dó, ré, mi, fá;
Elas, tinham olhos puxados, cabelos ruivos, encaracolados, peles branquinhas,
Então como eram belas, tinha desfiles de misses, todas ganhavam;
Os vestidos e os saltos sobravam, os brilhos e batons também;
Tinha como toda infância, amarelinha, queimada, betsy ou seria Bete;
Mas também tinha telefone alugado, fusca ou corcel na garagem e atari;
Por isso tinha papai noel disfarçado, tinha coelhinho na páscoa e seus lindos óculos de sol;
Tinha doce de leite em pedaços e vidros quebrados;
Tinha chinelo na mão e gritos no portão;
Tinha Natal solitário com a super boneca;
Tinha tristezas, tinha alegrias, tinha a inocência da infância...

23/09/08

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