Não te escrevo versos
por outra razão que não seja
a de que criaste em mim o eco da tua alma
e me fizeste escra das tuas noites insones,
dos teus dias ensolarados ou vis.
Silencioso, alimentas a tua fantasia
quando me lês
e ela a mim transportas, para que
eu me enrede e, teimosamente,
queira me desvencilhar.
Por Ivana Costa Nasser - Livro: Horas a Fios
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